quinta-feira, 30 de junho de 2011

Visto para os EUA

Fiquei surpresa com a quantidade de "serviços" de terceiros e dicas de curiosos na internet sobre como pedir um visto para os EUA. Escrevi para pessoas, liguei para parentes, postei no Facebook, mas aprendi mesmo que o caminho das pedras, só fazendo. No caso, como o meu pedido era com urgência, eu precisava de passos extras que nenhum dos meus conhecidos sabia. Compartilho a minha experiência, caso alguém procure no Google e caia aqui:
- Tem muitas orientações no site da embaixada americana, especialmente sobre as categorias de visto diferentes. O passo-a-passo começa lá também.
- O procedimento mesmo começa em http://www.visto-eua.com.br/. Em primeiro lugar, é necessário pagar a taxa de 38 reais (pode ser por cartão de crédito online) para poder agendar uma data para a entrevista. A taxa gera uma senha numérica que deve usada na hora de ligar para o serviço de informações. Para quem precisar marcar com urgência, reserve um dia normal mesmo assim. Sim, a espera costuma ser gigantesca. Feito o agendamento, o requerente recebe um email com a confirmação.
- Veja as especificações da foto digital que deve ser anexada no formulário. Você precisa dessa foto e de outra 5x7 impressa, para o dia da entrevista. Acho mais seguro fazer em algum laboratório fotográfico, porque as especificações são chatinhas e eles não aceitam o formulário se elas não estiverem corretas.
- Agora, a parte mais chata, preencher o formulário D-160. Ele é todo em inglês, mas tem uma janela com a tradução em português quando você passa o mouse. Se isso não funcionar, procure no google porque há algumas páginas onde as pessoas traduziram os campos do formulário e a ajuda.
- Anote o application number, no canto superior direito!! Salve o formulário no fim de cada página preenchida. O servidor cai constantemente (deve ser por segurança, não é possível que seja um servidor tão frágil!) e se você não salvar, vai precisar começar tudo de novo.
- Com o formulário preenchido e assinado, salve e imprima tudo. Para ir à entrevista, todas as instruções sobre o que levar estão no texto que é enviado por email.
- Pague a taxa de 140 dólares (para vistos de negócios e turismo, B1 e B2 - outros valores estão no site da embaixada) convertidos em reais no caixa do Citibank. Só aceitam pagamento em dinheiro. O pagamento deve ser feito até dois dias antes da entrevista.
- Para quem precisa de antecipação da entrevista com urgência: depois de ter feito o agendamento normal e preenchido o formulário, acesse de novo o http://www.visto-eua.com.br/, entre em "Informação e agendamento" e depois no link da última linha ("Se você já realizou o seu pagamento, clique aqui."). Lá tem um link para o formulário de requerimento de antecipação da entrevista, onde você irá justificar o pedido e anexar cartas que confirmem suas informações. Se o pedido for aprovado, você receberá um email com instruções para ligar para o telefone da embaixada e remarcar a entrevista. Aí será necessário cancelar o agendamento anterior e pagar 38 reais de novo.
Tenho a impressão que esses serviços de terceiros que cobram caro para marcar entrevistas com antecedência fazem exatamente isso... Claro, tudo tem mais chance de dar certo se todas as informações forem completas e verificáveis (ou seja, verdadeiras). Para isso, verificar sistematicamente todos os passos é fundamental.


Ainda não fui à minha entrevista, mas consegui antecipá-la de novembro para a semana que vem!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mas, me conta...


Maquete do estádio da abertura da copa. Aham, Cláudia, senta lá. Enfim, gostaria apenas de analisar um pouquinho a imagem. Veja as pessoas circulando pelo estádio no desenho. Onde estão as catracas e o controle dos ingressos? Como assim essas rampas sem proteção alguma? E aquela entrada nas laterais do lado direito, é ir chegando e entrando? O estacionamento para ônibus é aquela merrequinha ali do lado? E aquele canto do suicídio ou fumódromo do lado inferior esquerdo? É ESSE O PADRÃO DA FIFA?? Ouié, Cláudia. No site do clube tem mais imagens, a última provando exatamente meu ponto.

terça-feira, 14 de junho de 2011


O atropelamento e morte do ciclista perto da Av. Sumaré me fez lembrar mais uma vez da relação de desejo e terror (talvez mais preciso do que "amor e ódio") que eu tenho com a bicicleta. Tenho sim vontade de usar menos o carro e mais a bicicleta, embora eu tenha dois problemas técnicos sérios: estou fora de forma e não sei andar de bicicleta com marcha, como a que eu ganhei. Não sei por que as pessoas riem ou fazem cara de espantadas quando digo que não consigo andar de bicicleta com marcha - vai ver que todos nasceram sabendo e eu fiquei de fora, enfim... Aqui no Rio tem as ciclovias da orla, do Aterro, da Lagoa, mas para chegar lá eu preciso vencer os morros de Sta. Teresa para sair de casa (claro, o problema é na volta) e enfrentar o trânsito - ou amarrar a bicicleta na traseira do carro, uma contradição em termos que me incomoda profundamente. Em SP é impossível, só na ciclovia de domingo que um dia ainda hei de conseguir frequentar. Morria de inveja das pessoas em Berlim, que andavam de bicicleta para todo canto, em um lugar (plano!) que tem ciclovia por toda cidade. Tenho sonhos recorrentes em que ando de bicicleta e sinto uma liberdade e autonomia imensas... Mas lamento, não tenho coragem de encarar um trânsito feito para carros, ônibus e caminhões. Enfrentar teimosamente essa situação é pedir para ter problemas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amina Abdallah

Esse é o nome da tal blogueira de Damasco que supostamente foi presa pelas forças secretas sírias e está causando o maior rebu online por causa do seu blog, A Gay Girl In Damascus. Com o sucesso do blog, que eu não conhecia, e a repercussão do caso dentro da situação na Síria, logo os jornalistas passaram a desconfiar que seria uma fraude. A armação teria envolvido o roubo de fotos de uma tal de Jelena Lecic no Facebook, que mora em Londres e afirma não conhecer Amina. Também tem a suposta namorada de Amina, uma canadense que nunca a conheceu pessoalmente, a prima que escreve no mesmo estilo, por aí vai. Este artigo e os comentários brincam de detetive com tudo isso.

Estou inclinada a acreditar que "Amina" não existe, e que alguém das pessoas envolvidas acima, talvez a própria Jelena Lecic, tenha criado esse blog e toda essa história. Como "Amina" tinha ficado famosa por causa da revolução na Síria, os jornalistas passaram a procurá-la de verdade e "ela" precisou inventar o sequestro para sumir antes que desvendassem a fraude.
Amina Abdallah, ou Jelena Lecic, ou sei lá quem

Conheci pessoas na internet que eram fakes totais. Gente que se dá ao trabalho de criar uma persona e vivê-la com os outros até que as coisas fiquem meio fora de controle, que é quando resolvem sumir do mapa. Conheci também outros que fazem isso em menor grau, gente muito tímida e problemática que se refugia perante o computador e começa a acreditar na sua própria criação de uma vida online perfeita, conquanto não os desafiem para viver a vida de verdade. Aliás, quem já não conheceu essas pessoas?

É uma verdade inevitável que queremos nos expressar em blogs para que as pessoas nos admirem. Para termos seguidores, gente que concorda com nosso ponto de vista, etc. No entanto, para quem é normal e não quer armar esse circo virtual todo, também é apavorante ver como as consequências disso podem sair do controle. Se eu pensar mais sobre isso, acabo desistindo deste blog também.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Slut walk

Refere-se em princípio a este evento, em SP.

Tenho ficado espantada com as reações conservadoras na internet, em especial nos comentários de sites de notícias, do YouTube e no próprio Facebook. Um monte de comentários machistas (até de mulheres!), indo desde o "existem outras coisas mais importantes para protestar" até a clássica defesa da esposa/mãe/dona do lar X a puta que só serve para usar como coisa. Estar seguro e anônimo por trás de um computador certamente ajuda, mas é fato que há pessoas que pensam assim AINDA. O movimento feminista andou e parou? Perdeu conquistas? Bom... e a responsabilidade das próprias mulheres criarem homens machistas como esses?

Isso me remete à virulenta reação ao PL122 (o link é da Wikipedia, que espero que não seja constantemente vandalizado) e assuntos relacionados à luta pelos direitos LGBTT. É só vermos as outras lutas por direitos de "minorias" (aff, mulher lá é minoria?) história afora que constatamos o quanto as reações contrárias são intestinas e persistentes.

Lutar por uma causa é difícil mesmo, senão não se chamaria "lutar". : /

sábado, 4 de junho de 2011

As decepções do turismo

Você chega no Vaticano e acha que vai ver isso:


Mas o que você vê é ISSO:



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cruel nature has won again

A música mais linda do novo da PJ Harvey.

Eu não conseguiria escrever sobre ela sem cometer o tédio dos superlativos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lea T

Lea T tem razão, o ser humano é mau. Perverso. Literalmente, o "freak show"  é expor alguém diferente em um palco e ficar rindo da cara dele. Andei lendo algumas entrevistas, e me espantei com a capacidade de articulação dela, uma coisa muito rara no mundo da moda. Mas o que todos querem saber, à exaustão, é como ela faz para esconder o pênis, se vai cortar ou não vai, e outras trocentas intimidades que fazem com que esqueçamos que existe uma pessoa como todos nós por trás de tudo isso. Lea T também ama, trabalha, come, respira, pensa - e, no entanto, é uma escrava do voyeurismo perverso e da maldade humana. Mas, direis, ela é modelo e se expõe! Olha a foto aí embaixo. Bom, ela conseguiu fugir da sina da maioria dos transexuais, a prostituição, já que uma vida normal costuma lhes ser barrada pelos perversos. Mas imagine o tamanho da fragilidade emocional de uma pessoa que se dispõe a se expor assim... Ao mesmo tempo, eu admiro bastante os transexuais pela imensa coragem em modificar o corpo dessa forma para conseguir libertar a alma.



Conversa de pobre

Chamo de conversa de pobre aquele tipo de conversa que não tem fim, cheia de detalhes irrelevantes e que nunca chega a lugar nenhum. "Por que eu fui lá la loja resolver o meu problema, e encontrei a minha vizinha, que estava passeando com o cachorro, e o marido dela, sabe, gosta de ficar sentado na rua e briga com todo mundo,  teve uma vez que...", e assim vai. Não é necessário ser pobre, economicamente falando. Acho que é coisa de cabeça pobre, mesmo, de não ter o que dizer de realmente útil porque nada passa na cabeça que não sejam as situações comezinhas da vida. É um grande indicador de carência emocional. Também não é necessário ser burro, basta ser incapaz para se expressar a respeito de algo com um foco real. Gente perdida na vida geralmente curte uma conversa de pobre.

Restaurando

Já tive um blog com esse nome, infelizmente trollado até a morte pela minha "sogra" na época. Ah, bons tempos mesmo foram os do Livejournal... O Twitter não é suficiente, cansei do Facebook. Não quero muito 2.0 não, até porque, admitamos, é um porre ficar concordando ou discordando de leitores. Live with it.