quarta-feira, 13 de julho de 2011

Boston


O rapaz da loja de souvenirs do hotel me disse que Boston é a capital mais européia dos EUA. Dito por um brasileiro, isso soaria coisa de cospobre de elite desenvolvida, mas ele tinha razão (e esclarecia, "New York is crowded, dirty, awful!"). Essa é a vista do meu quarto, em Copley Place, um hotel que fica no meio de dois shoppings, nada mais americano. A parte central da cidade é sim meio européia, com esses prédios de tijolos todos iguais que me fazem lembrar da Inglaterra e da parte não comunista de Potsdam. Gostei muito da linha verde do metrô, que é toda pequena, com trilhos no nível da plataforma e trens que parecem trams europeus velhos - ainda tem um ar de século XIX ali. Fiquei admirada com a tamanha simpatia dos americanos, a grande quantidade de asiáticos em todo lugar, as placas públicas bilíngues em inglês e espanhol, e o doentemente delicioso prato de frutos do mar que comi enquanto via o Brasil perder nos pênaltis para os EUA no mundial de futebol feminino... Ah, e com as diárias do hotel, de preço igual ao Formule 1 do centrão do Rio, mas beeem mais luxuoso! Quero voltar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Visto para os EUA - a entrevista

Fui hoje ao consulado no Rio de Janeiro para a minha entrevista. Dia pavoroso de frio, chuva e vento.

Minha entrevista estava marcada para as 8:10h, e já peguei uma fila razoável do lado de fora do prédio - ainda bem que eles instalaram um toldo. Uma boa parte das pessoas não sabia que não é permitido entrar com celular (e nenhum outro dispositivo eletrônico, nem pendrive), e as aves de rapina da banquinha "guardamos seu celular" já ficam à espreita. Confira várias vezes todos os itens necessários para levar, pague a taxa com antecedência e já tenha tudo à mão. Entrei rapidinho.
Lá dentro, claro, a coisa é outra. Primeiro dão a senha rosa para colher as digitais e pegar a guia do sedex (a agência é lá dentro, só para isso). Depois das digitais, a senha branca para a fila da entrevista. Muita gente, muitas filas para todos os passos. A entrevista é feita em pé, na frente de um guichê blindado, e dentro de umas baias de vidro - quem está na fila ouve tudo. A minha não durou nem 2 minutos e o funcionário nem pediu para ver meus documentos. Perguntou para onde eu ia, qual o motivo e qual era o meu emprego, só. No meu caso era um pedido para participar de uma conferência, então imagino que para estudantes e turistas a coisa deve ser mais demorada. De qualquer forma, ouvi por aí que os vistos têm sido concedidos com mais facilidade por causa da crise econômica lá - vai ver que querem mais turistas gastando.
O clima do lugar é muito tenso, as pessoas ficam muito apreensivas. Enquanto eu esperava na fila, o funcionário que estava entrevistando um senhor perguntou "onde mora?", com aquele português cheio de sotaque ("onDCHI mora"). O cara entendeu "pode ir embora" e saiu.

UPDATE IMPORTANTÍSSIMO: Quem conseguir esse visto em 48 precisa buscá-lo impreterivelmente das 15h às 15:30h. Um minuto depois e você dançou, simples assim.